segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Igreja de Nossa Senhora das Mercês


No primeiro dia fomos a uma vila próxima à cidade de Três Marias, chamada Andrequicé. A primeira visita foi à Igreja de Nossa Senhora das Mercês, datada de 1.725, recentemente restaurada, apesar de preservadas suas características internas e externas do barroco rústico mineiro. Foi construída por um casal de portugueses que pagavam uma promessa (algo comum na época). Os contadores de estórias do Projeto Manuelzão narraram com imenso lirismo uma estória de Guimarães Rosa envolvendo personagens como o vaqueiro Manuelzão, que permitia perceber aspectos da vida daquelas pessoas, como a religiosidade, a simplicidade e a forte relação com a natureza (o riacho que estancou). A imagem da santa é de roca, ou seja, tem apenas rosto e mãos em um esqueleto de madeira.

Na blusa dos contadores de estórias, havia a frase: “O sertão é do tamanho do mundo”, de Guimarães Rosa, que procurava assim retratar a imensidade da cultura e da riqueza do sertão.

Relação entre a letra Assentamento e o contexto


Percebe-se uma relação entre a letra da música de Chico Buarque Assentamento, do trabalho Terra, com José Saramago e Sebastião Salgado, e a frase de Guimarães Rosa “O sertão é do tamanho do mundo”. Chico dedicou sua música "às milhares de famílias de brasileiros sem terra,que sobrevivem em acampamentos improvisados às margens das rodovias, lutando, na esperança de um dia conquistar um pedaço de terra para produzir", e na letra há menção à obra de Rosa.

Tanto a frase quanto a música fazem referência direta à terra e às pessoas que de alguma forma mantém uma relação muito estreita com ela, seja como desejo de sobrevivência, no caso dos sem-terra, ou como relação que ultrapassa a necessidade, chegando na proximidade e na admiração. Além disso ambos representam o ponto de vista daquele que se relaciona com a terra, seja o sertanejo ou o sem-terra. Abaixo está a letra da música de Chico Buarque:

Assentamento


Quando eu morrer,

que me enterrem nabeira do chapadão-

- contente com minha terra

cansado de tanta guerra

crescido de coração

Tôo(apud Guimarães Rosa)

Zanza daqui

Zanza pra acolá

Fim de feira, periferia afora

A cidade não mora mais em mimFrancisco, Serafim

Vamos embora

Ver o capim

Ver o baobá

Vamos ver a campina quando flora

A piracema, rios contravim

Binho, Bel, Bia, Quim

Vamos embora

Quando eu morrer

Cansado de guerra

Morro de bem

Com a minha terra:

Cana, caqui

Inhame, abóbora

Onde só vento se semeava outrora

Amplidão, nação, sertão sem fim

Ó Manuel, Miguilim

Vamos embora

João Guimarães Rosa - Vida e obra


Segundo ele: "Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como o sofrimento dos homens."


João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) em 1908. Formado em Medicina, exerceu a profissão até 1934, quando ingressou na carreira diplomática, tendo servido na Alemanha, Colômbia e França. Sua primeira obra foi Magma, um livro de poemas, com o qual obteve um prêmio da Academia. O livro ficaria inédito. Estreou para o público, de fato, em 1946 com um livro de contos que se tornaria um marco em nossa literatura: Sagarana. Mas sua consagração definitiva viria dez anos depois, com o romance Grande sertão: veredas. Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1963, só tomaria posse em 1967, morrendo três dias depois. No seu discurso de posse, em algumas passagens o escritor parece antecipar o fato. Os últimos parágrafos de seu discurso têm como assunto a morte. "A gente morre é para provar que viveu. (...) As pessoas não morrem, ficam encantadas." Mas a palavra derradeira desse discurso foi o nome de sua cidade natal: Cordisburgo.


O ambiente rural vem, há muito tempo, fornecendo material para nossa literatura. No Romantismo, Alencar, Taunay e Bernardo Guimarães produziram narrativas em que o homem e o espaço sertanejos são idealizados, em oposição ao homem da corte. Durante o Realismo/Naturalismo, Domingos Olímpio e Manuel de Oliveira Paiva debruçaram-se sobre o sertão, agora para revelar aspectos ignorados pelos românticos. No Pré-Modernismo, a realidade rural transformou-se em matéria literária para Euclides da Cunha, Monteiro Lobato e Simões Lopes Neto. A década de 1930 marca o surgimento do romance do Nordeste, com Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz, entre outros. Guimarães Rosa retoma a temática e a modifica radicalmente. E quais são essas modificações radicais?


Os demais regionalistas incorporavam termos regionais ao texto literário. Guimarães Rosa recria a linguagem regional de forma extremamente elaborada. Baseando-se na linguagem da região em que "ocorrem" as histórias narradas, o autor cria palavras novas, recupera o significado de outras, empresta termos de línguas estrangeiras, estabelece relações sintáticas surpreendentes.Na obra de Guimarães Rosa, o sertão não vai se limitar ao espaço geográfico, mas simboliza o próprio universo. Como afirma Riobaldo, personagem de Grande sertão: veredas: "O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem (...) O sertão está em toda a parte."O sertão criado por Guimarães Rosa é uma realidade geográfica, social, política, mas também é uma realidade psicológica e metafísica. Nesse espaço (sertão-mundo), o sertanejo não é apenas o homem de uma região e de uma época específicas, mas homem universal defrontando-se com problemas eternos: o bem e o mal; o amor; a violência; a existên cia ou não de Deus e do Diabo etc. Daí classificar-se seu regionalismo como regionalismo universalista.Quanto ao processo narrativo, geralmente suas histórias (ou estórias, como queria Rosa) concentram-se em torno de "casos" que sustentam os enredos. Grande sertão: veredas provocou impacto sem precedentes em nossa literatura. Quando foi lançada a obra, percebeu-se que estava ali algo diferente de tudo o que até então se fizera em nossa literatura. Guimarães Rosa tinha levado a efeito a mais radical experimentação lingüistica pela qual passara o romance brasileiro. Como um imenso caleidoscópio constituído de casos, histórias curtas, páginas de diário, anedotas, a obra sustenta-se numa narrativa relativamente fácil que pode ser assim resumida:Riobaldo, agora já velho e fazendeiro na região do rio São Francisco, relata, sem obedecer à ordem cronológica, a uma personagem não identificada, sua trajetória de jagunço no norte de Minas e sul da Bahia; trajetória repleta de aventuras, que culminou com a obtenção do posto de chefe do bando. Conquistada essa situação, Riobaldo define sua mais importante empreitada: destruir Hermógenes - o líder do bando inimigo -, responsável pelo assassinato de Joca Ramiro, ex-chefe dos jagunços e, como se saberá no final, pai de Reinaldo/Diadorim. Para alcançar seu intento, Riobaldo teria feito um pacto com o Diabo, a quem tinha oferecido a alma em troca do sucesso na travessia do Liso do Sussuarão - região que não concedia passagem a gente viva -, e que teria de ser cruzada para o confronto com o adversário.


Alguns estudiosos vêem semelhança entre essa obra e uma novela de cavalaria. A travessia, palavra-chave em Grande sertão: veredas, representa o obstáculo a ser superado pelo "cavaleiro" (jagunço) e que dará sentido à sua existência. Paralelamente a essas aventuras e indagações metafísicas, tem lugar a forte atração (correspondida) que o narrador-personagem começa a sentir por Reinaldo, um dos jagunços do grupo, que Riobaldo trata de Diadorim. Naquele universo, uma atração dessa ordem fatalmente despertaria enormes conflitos em Riobaldo. Efetuada a travessia do Liso, ocorreu o combate em que o grupo de Riobaldo venceu o bando inimigo. Sucedeu também a morte de Reinaldo/Diadorim e, em seguida, a chocante cena em que Riobaldo assiste à preparação do corpo de Diadorim para o enterramento.


Obra:

Romance: Grande Sertão: Veredas (1956).Contos: Sagarana (1946); Corpo de baile (1956); Primeiras estórias (1962); Tutaméia: terceiras estórias (1967); Estas estórias (1969); Ave, palavra (1970). Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas. Corpo de baile apareceu, a partir da terceira edição, em três volumes: Manuelzão e Miguilin; No Urubuquaquá, no Pinhém; Noites do senão

Formigas e Cupins



As formigas e cupins, mais populares dentre os insetos, são interessantes porque formam níveis avançados de sociedade, ou seja, a eusocialidade. Eles, além de algumas vespas e abelhas, são considerados como insetos eusociais, fazendo parte da ordem Hymenoptera.
Por vezes, confundem-se as
térmitas (cupins) com as formigas, mas pertencem a grupos distintos.
As formigas distinguem-se dos outros insetos – mas algumas destas características são comuns a alguns tipos de vespas - por apresentarem:
Uma
casta de obreiras sem asas;
As fêmeas são
prognatas (peças bucais no acron);
Presença de um ‘’saco infrabucal’’ entre o
lábio e a hipofaringe;
Antenas articuladas, com o artículo distal alongado (exceto nas subfamílias Armaniinae e Sphecomyrminae);
Glândula metapleural nas fêmeas, abrindo na base das patas posteriores;
Segundo
segmento abdominal formando um “pecíolo” (pouco diferenciado nas Armaniinae);
As asas anteriores não apresentam
nervuras ramificadas;
A rainha perde as asas depois da
cópula, que é realizada em voos de milhares de indivíduos.


- Formigas:


O estudo das formigas denomina-se mirmecologia. As formigas estão incluídas em uma única família (Formicidae), sendo que existiam 12.030 espécies descritas no início de agosto de 2007, distribuídas por todas as regiões do planeta, exceto nas regiões polares.
Organização social
Embora nem todas as
espécies de formigas construam formigueiros, muitas fazem autênticas obras de engenharia, normalmente subterrâneas, com um complexo sistema de túneis e câmaras com funções especiais – para o armazenamento de alimentos, para a rainha, o “berçário”, onde são tratadas as larvas, etc.
As sociedades das formigas são organizadas por divisão de tarefas e a cada tipo de tarefa corresponde um tipo de indivíduos diferente, muitas vezes chamados
castas.
A função da
reprodução é realizada pela rainha e pelos machos. A rainha vive dentro do formigueiro, é maior que as restantes formigas, perdem as asas depois de fecundadas e durante toda a sua vida põe ovos. Os machos aparecem apenas quando é necessário fecundar uma nova rainha, o que acontece durante um vôo em que participam milhares de fêmeas e machos alados; depois da fecundação, os machos não são autorizados a entrar no formigueiro e geralmente morrem rapidamente.
As restantes funções – procura de
alimentos, construção e manutenção do formigueiro e sua defesa – são realizadas por fêmeas estéreis, as obreiras. Em certas espécies, as obreiras que realizam as diferentes funções estão também divididas em castas. Normalmente, as que se ocupam da defesa – ou para o ataque, uma vez que algumas espécies são predadoras de animais que podem ser maiores que elas - têm as peças bucais extremamente grandes e fortes.
Existe também outras 2 funções;a de operário e a de soldado.As operarias tomam conta dos bebês-formigas,fazem a limpeza da casa e vão atrás de comida.Já as formigas soldados guardam a entrada do formigueiro sem descanso.


- Cupins:


Todos os cupins são eussociais, possuindo castas estéreis (soldados e operários). Uma colônia típica é constituída de um casal reprodutor, rei e rainha, que se ocupa apenas de produzir ovos; de inúmeros operários, que executam todo o trabalho e alimentam as outras castas; e de soldados, que são responsáveis pela defesa da colônia. Existem também reprodutores secundários (neotênicos, formados a partir de ninfas cujos órgãos sexuais amadurecem sem que o desenvolvimento geral se complete), que podem substituir rei e rainha quando esses morrem, e às vezes ocorrem em grande número numa mesma colônia. Os membros da família Kalotermitidae não possuem operários verdadeiros, mas esse papel é desempenhado por ninfas (pseudo-operários ou "pseudergates") que retêm a capacidade de se transformar em alados ou soldados. Existem também cupins desprovidos de soldados, como é o caso de todos os representantes neotropicais da subfamília Apicotermitinae. Alguns cupins possuem dois ou três tipos de soldados, sempre de tamanhos diferentes, e às vezes morfologicamente tão distintos que poderiam passar por espécies diferentes.
A dispersão e fundação de novas colônias geralmente ocorre num determinado período do ano, coincidindo com o início da estação chuvosa. Nessa época ocorrem as revoadas de alados (chamados popularmente de siriris ou aleluias), dos quais alguns poucos conseguem se acasalar e fundar uma nova colônia.

O que é RPPN?


Uma RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica no Brasil.
A criação de uma RPPN é um ato voluntário do proprietário de uma área, que decide transformar toda ou parte desta em uma RPPN, sem que isso ocasione a perda do direito de propriedade. Este tipo de reserva tem o objetivo de promover a educacão
ambiental.
Por meio do Decreto nº 98.914/1990, ficou atribuída ao
IBAMA a competência de reconhecer estas reservas particulares, a partir da iniciativa de seu proprietário, em áreas onde fossem identificadas condições e caraterísticas que justifiquem ações de conservação, pelo seu aspecto paisagístico, ou para a preservação do ciclo biológico de espécies da fauna e da flora nativas do Brasil.
a criação de uma RPPN, fica oficializada uma parceria entre o Poder Público e
proprietário das terras, em uma espécie de acordo de cooperação cujo maior beneficiário é o ambiente natural. Isto traz, de formas diretas e indiretas, diversos benefícios ambientais e sociais para os proprietários (e também para a comunidade), entre os quais:
-Isenção de ITR (Imposto Territorial Rural); -Classificação da área como Produtiva, para efeitos de reforma agrária; -Facilitação em obter crédito junto ao Fundo Nacional do Meio Ambiente para desenvolvimento de atividades de baixo impacto como o ecoturismo e pesquisa científica; -Preferência na análise de pedidos de concessão de crédito agrícola para projetos a serem implementados em propriedades que contiverem RPPNs em seus perímetros; -Reconhecimento oficial da relevância ambiental de sua a propriedade, pelo fato dela passar a fazer parte do SNUC, tornando-se conseqüentemente área prioritária para investimentos em conservação ambiental; -Apoio e orientação do Poder Público para o manejo e gerenciamento da RPPN; - Oportunidade de ganhos financeiros, através do desenvolvimento de atividades de ecoturismo e educação ambiental, podendo o status de RPPN funcionar como um bom instrumento de marketing; -Apoio, cooperação e respeito das organizações ambientalistas.
Não é apenas o proprietário quem se beneficia da criação de tais Unidades de Conservação. Os Municípios que possuem Unidades de Conservação podem ser contemplados com uma parcela maior do ICMS (através do ICMS Ecológico), enquanto a natureza lucra com a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas, o que por sua vez melhora a qualidade de vida da população.
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural representam um dos primeiros passos para envolver a sociedade civil na conservação da diversidade biológica, além de estar contribuindo para a proteção de áreas significativas dos diversos biomas existentes em nosso Estado, levando a gerações futuras os benefícios da manutenção da sua biodiversidade e, em muitos casos contribuindo também para a proteção e recuperação de itens importantes como os nossos mananciais hídricos.
Em Mato Grosso do Sul, foi criada em 29 de janeiro de 2003 a REPAMS – Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Mato Grosso do Sul, www.repams.org.br , cujo principal objetivo de fomentar a criação de tais Unidades de Conservação. Atualmente, existem no Estado 28 RPPNs estabelecidas, totalizando uma área protegida de 116.462,28 hectares. Exemplos de RPPN:
CHAKRA GRISU Brasília DF
SANTUÁRIO ECOLÓGICO SONHEM Brasília DF
MARIA VELHA Brasília DF
RESERVA CÓRREGO DA AURORA Brasília DF
SANTUÁRIO CARAÇA Santa Bárbara MG

Botânica - Angiospermas



Durante a viagem fomos apresentados à botânica, com foco no cerrado, que possui flores como a caliandra e plantas como buriti, cagaita, lobeira, ipês, jatobá, pequi e outras. Abaixo temos uma explicação sobre botânica em geral.
Características Gerais das angiospermas A conquista definitiva do ambiente terrestre na evolução dos vegetais ocorre com as angiospermas, pois apresentam maior grau de complexidade, maior diversidade de formas e grande distribuição geográfica.
Estes vegetais apresentam suas sementes protegidas dentro de frutos, que também funcionam como um mecanismo de dispersão para os vegetais. As angiospermas são plantas traqueófitas, com vasos condutores, com variação de tamanho, desde formas herbáceas até arborescentes.
A Estrutura da Flor das Angiospermas A flor é uma ramificação de crescimento limitado, que apresenta quatro tipos de folha modificada (verticilos), sendo dois verticilos férteis: o androceu (o conjunto de estames) e o gineceu (o conjunto de pistilos); os dois verticilos estéreis- que formam o perianto - composto pelo cálice (de cor verde e formado por sépalas) e pela corola (de cores vivas e formada por pétalas). As flores podem ser hermafroditas, mas também existem flores unissexuais. A forma da flor é de grande importância para a classificação das angiospermas. Reprodução O pólen ou esporo masculino é produzido nos estames. A passagem dos grãos de pólen dos estames aos pistilos (esporângio feminino) da mesma flor ou de outra chama-se polinização. Dependendo da maneira pela qual esse transporte se dá, a polinização pode ser: entomófila, realizada por insetos que carregam o pólen nas patas, ou anemófila, quando o vento carrega o pólen de uma flor para outra. As flores de polinização entomófilas possuem cheiros e cores intensos e produzem substâncias açucaradas (néctar) para atrair os insetos e facilitar o transporte do pólen. O fruto, berço mais seguro.
Após a fecundação, o primórdio seminal transforma-se em semente. O ovário da flor transforma-se em fruto, que guarda e protege a semente até que as condições externas estejam adequadas para a germinação. O fruto possui uma cobertura (pericarpo), constituída por três camadas. Se o pericarpo for seco e fino, o fruto é seco (trigo, noz, avelã, semente de girassol); quando é suculento, o fruto é carnoso. Existe grande variedade de frutos carnosos, como as bagas (tomate, uva), as drupas (pêssego, ameixa, azeitona) e os pomos (pêra, maçã, marmelo).
Classificação das Angiospermas Para simplificar a classificação no dia-a-dia, naturalmente, em algumas áreas do conhecimento passou-se a utilizar as designações Monocotiledôneas e Dicotiledôneas. É uma forma mais simples de referir-se às plantas separando-as em dois grandes grupos principais. As monocotiledôneas pertencem à classe Liliopsida enquanto as dicotiledôneas pertencem à classe Magnoliopsida.
Há diferenças marcantes entre cada grupo, quanto à germinação e emergência, desenvolvimento, crescimento e órgãos de reprodução o que permite rápida identificação. Segue-se uma explicação das principais diferenças de modo a fazer com que mesmo sem grande conhecimento em botânica, qualquer um consiga distinguir a qual grupo pertence determinada planta.
Quanto à germinação e emergência:
As monocotiledôneas, ao germinarem, emitem uma folha pequena folha para acima da superfície do solo. As dicotiledôneas, por sua vez, elevam, ao emergir, seus cotilédones acima da superfície. Os cotilédones abrem-se parecendo “folhas” que vão murchando na medida em que a planta cresce.
Quanto ao crescimento e desenvolvimento:
As monocotiledôneas desenvolvem folhas estreitas, mais compridas que largas e com as nervuras das folhas paralelas. As folhas de grama e milho são exemplos.
As folhas das dicotiledôneas, por sua vez, são mais largas que compridas, com formas mais arredondadas. Existe uma nervura central na folha, com várias nervuras secundárias que podem se encontrar ou não no limbo foliar. Folhas de amoreira e laranjeira são bons exemplos.
As raízes de monocotiledôneas são densas e extremamente ramificadas, não há raiz principal. É a chamada raiz fasciculada.
Nas dicotiledôneas, há uma raiz principal, com maior diâmetro e comprimento que as demais, pouco ramificada. Chamada de raiz pivotante ou axial.
Quanto aos órgãos de reprodução:
As monocotiledôneas possuem flores trímeras, ou seja, várias partes que compõem as flores estão presentes em número de três ou múltiplos de três: três pétalas, três sépalas, três estames etc. Nas dicotiledôneas, as peças florais estão em numero de cinco ou múltiplos de cinco.
O conhecimento desta maneira de classificação das plantas, tem muitas utilizações práticas. Com este conhecimento em mãos podemos concluir por exemplo, que devemos fazer covas mais profundas para plantar dicotiledôneas do que para plantar monocotiledôneas, devido ao tipo de crescimento de raiz.
Outro exemplo importante, é que alguns herbicidas seletivos controlam apenas dicotiledôneas não atingindo monocotiledôneas, facilitando o controle destas daninhas no gramado.
Exemplos:
Exemplos de monocotiledôneas: Gramíneas, arroz, milho, cereais, centeio, trigo, aveia, cana, palmeiras, e de dicotiledôneas: leguminosas (amendoim, feijão, soja, lentilha e ervilha), ipê, jacarandá, roseiras, paineira.

Cerrado


Dois milhões de Km² (25% BRA)
-Ocorre em vários Estados

Clima

Tropical-Sazonal (inverno seco/ verão chuvoso) – varia entre as estações, principalmente a umidade

A – Temperatura

-Média (22° C)
-Pequena estacionalidade (+ equilibrado)

B – Precipitação

-Entre “1200 mm e 1700 mm”
-Grande estacionalidade
-Seca (16%)/ Chuva (84%)

C – Ventos

-Fracos e pouco constantes

D – Radiação Solar

-Geralmente intensa
-Menores nos meses de chuva

Relevo

-Geralmente plano (Planaltos ou chapadões)
-Altitude (300 – 900 m)



Cerrado e Água

-Não é um fator limitante para a vegetação
-Plantas com raízes de até 20 m de profundidade
-Solo desseca até no máximo 2 m
-Plantas com raízes superficiais sofrem mais

Solo

-Antigo (Já sofreu muito desgaste físico-químico e biológico)
-Ácido (pH = 4 – 5)
-Grande quantidade de alumínio, manganês e ferro
-Profundo
-Pobre
-3-5% o teor da matéria orgânica
-Longa seca dificulta a ação de decomposição
-Escleromorfismo oligotrófico, que se manifesta por meio de:
- Folhas duras (a bate-caixa é um exemplo disso)
- Tortuosidade
- Casca grossa
-Aproveitamento do solo
-Calagem (Correção do pH)
-Adubação (Macro e micronutrientes)

Vegetação

-Muito diversificada
- De formas campestres até florestas

(A) Estratos
-Graminoso (gramíneas)
-Herbáceo (ervas e subarbustos)
-Lenhoso (arbustos e árvores)

Fauna

-Bem diversificada
-1/3 das espécies brasileiras

(A) Invertebrados
-Pouco conhecida

(B) Vertebrados
B.1 – Peixes
-Praticamente desconhecida

B.2 – Anfíbios
-Sapo-cururu
-Rã-pimenta
-Rã-manteiga
-Pererecas
-Cobra-cega

B.3 – Répteis
-Jacarés (Jacaretinga)
-Quelônios (Cágados)
-Lagartos
-Cobras (Jararaca, cascavel e coral)

B.4 – Aves
-De rapina (carcará e coruja-buraqueira)
-Ema e seriema
-Quero-quero
-Garça
-Tucano
-Bem-te-vi

B.5 – Mamíferos
-Lobo Guará
-Capivara
-Anta
-Ratos
-Tamanduá
-Onça (pintada e parda)

Fitofisionomias do cerrado

Cada divisão vegetacional:

(A) Cerrado “sensu stricto”
-Maior área ocupada
-50% gramíneas + 50% árvores e arbustos
-Nítido Escleromorfismo

(B) Cerradão
-Predomínio de árvores
-Boa parte coberta por arbustos
-Poucas gramíneas

(C) Veredas e Buritizais
-Predomínio de buritis
-Ocorre em solos úmidos (brejos)
-Típicos de fundo de vale

(D) Mata galeria e Mata Ciliar
-Segue o curso dos rios (Mata ciliar)
-Não segue (Mata galeria)
-Escleromorfismo praticamente inexistente
-Espécies sempre-verdes e semidecíduas
(E) Campo limpo
-Predomínio de gramíneas
-Por quê? Pobre e raso (solo)
-Cupinzeiros (típicos)

(F) Campo sujo
-Predomínio de gramíneas
-Com árvores e arbustos

Cerrado e Fogo

-Acúmulo de biomassa (queimada natural)
-Fogo pode ser benéfico
-Ex: Aumentando a biodiversidade

(A) Estruturas nas Plantas
-Súber
-Tortuosidade

(B) Rebrota e floração
-Rebrota rápida
-Fogo gera floração sincronizada